espaço que alicia o pensamento, particularmente o perverso
09
Nov 05
publicado por rogerio, às 14:18link do post | comentar
Sacou de uma cigarrilha “Fortuna”; empenhou a mão para retirar o isqueiro verde-alface do bolso e acendeu o tabaco, consumindo depois quase um quarto da sua totalidade. Virou-se então para mim; ofereceu-me com delicadeza o fumo proveniente dos pulmões – por certo fartos de receber tanto vapor nas suas imediações – e entregou-me finalmente uma folha, provavelmente para preencher com todos os dados do ocorrido (incluindo os totalmente inúteis, estranhos e desnecessários). Fiz então a pergunta parva do dia - “Esta folha é para preencher?” - ao que o homem responderia com um abanar de cabeça positivo, sem a mínima contestação e com a máxima ligeireza.
Acabara de entregar ao segurança completamente despreocupado do portal-nascente - aquele que está para ali parado a olhar para as gajas que vão passando pelo campus nas suas bicicletas, enquanto fuma, tira macacos e se queixa do salário reduzido que recebe no final do mês - o alegado caso do roubo da minha bicicleta, completamente normal e de cor facilmente confundível. Lembrei-me nesse momento das palavras do meu colega espanhol lá da faculdade - “Deves ter cuidado com isso, por aqui costumam-se roubar muitas!” - Depois veio-me á memória as palavras do italiano lá de casa - “Esta corrente com a qual prendes a bicicleta não é muito segura!” -Finalmente, e depois de tanto pensar nos erros cometidos e nos sinais que me teriam evitado tal roubo, percebi o quanto sou estúpido.
Apanho finalmente o Autocarro 34, com destino á Plaza Nueva. Só me ocorre uma palavra -”Porra!!” - e é a que melhor encontro para descrever tal situação.

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