espaço que alicia o pensamento, particularmente o perverso
20
Jan 05
publicado por rogerio, às 14:30link do post | comentar
O retrato das personagens que a seguir se apresenta, é baseado numa análise exaustiva dos modos de vida de cada um. Mais uma vez ao natural, e novamente sem qualquer tipo de filtros.

Diogo, o líder; Ricardo, o bronco; Miguel, o dono da casa; Tiago, o intelectual.

Não queremos que fiquem com uma ideia errada das personagens. O Miguel, por exemplo, não é só o dono da casa. Ele também faz uns ovos estrelados divinais e um bacalhau à Brás do outro mundo…as más línguas dizem que ele é gay, mas nós fomos confirmar, porque não nos deixamos levar por boatos. Fizemos uma apreciação do seu QI, das sua preferências sexuais, dos seus maneirismos, e demos inclusive a volta ao seu vestuário…Chegamos à conclusão que ele afinal não é gay, é só um tanto ao quanto afeminado. E p’ra mais, nenhum homem que goze da sua virilidade, tem um gato em casa como animal de estimação!

Alguns rumores a circular pela Internet, dizem que Ricardo não terá sequer a quarta classe, notícia que também negamos de imediato. Ele tem realmente um curso superior. Em declarações exclusivas ao Alterne Activo, disse-nos que os doze anos passados na universidade terão sido sem dúvida os mais felizes da sua vida. Se voltasse atrás teria feito tudo da mesma forma. Só se arrepende de não ter tido tempo suficiente para gozar a noite lisboeta e de não ter saído mais com os seus colegas e amigos.
O seu pai, antigo ministro da educação, e pessoa extremamente simpática, disse-nos que: “O meu filho sempre mostrou interesse em terminar um curso superior, e essa foi sem dúvida a melhor coisa que eu lhe podia ter oferecido…”.

O Diogo, por sua vez, goza do estatuto de líder natural. Os seus óculos conferem-lhe um ar mais intelectual, embora a sua forma de pensar não vá muito de encontro com esse rótulo.
É a pessoa que dita as leis, e decide quase tudo na maior parte das vezes. Na Escola Primária, terá dito: “Acabou a aula!”, memo antes de soar o toque de saída. Nesse momento todos os alunos terão saído a correr da sala. A professora ficou desde aí espantada com a sua capacidade de liderança e ainda hoje se lembra desse momento. “O Diogo era realmente uma criança adorável. Era impossível não acatar as suas exigências…E já reparou naquelas bochechinhas?”
A partir desse dia, Diogo terá ganho suficiente confiança e auto-estima para liderar o grupo. Mas, no fundo, por detrás daquele grande líder, esconde-se uma criança insegura e imatura. Segundo relatos de uma amiga muito próxima, a última vez que alguém lhe negou alguma coisa, este terá desatado a chorar incessantemente e a gritar de forma infantil e alterada.

O Tiago, intelectual atípico, sem óculos mas com uma forma de pensar acima da média, vê nas situações mais aberrantes uma forma de obter sucesso imediato. Para ele os pontos fracos transformam-se em pontos fortes em menos de nada. É um visionário por excelência e é o grande cérebro do grupo. Raramente se enerva, mas quando isso acontece, até consegue pôr o Diogo a chorar. Publicações já referenciadas, dão conta de um currículo invejável. Com licenciatura, mestrado e doutoramento, Tiago é ainda assim uma pessoa modesta e de fino trato. Lamenta no entanto que o País vire as costas aos grandes génios do panorama nacional. Quando lhe falamos do problema da “fuga de cérebros”, ele respondeu-nos a rir: “Eles têm sorte que eu gosto de Portugal, senão já estaria em Las Vegas…”


O grande sucesso do projecto terá sido, ainda assim, fruto de um trabalho de equipa extraordinário. Tudo possível graças à casa de Miguel, à liderança de Diogo, à espontaneidade de Ricardo e à capacidade inventiva de Tiago.

Onde é que eu entro nesta história? Pois…Enquanto vigiava a casa do Miguel e as conversas do grupo, escondi-me na cozinha. O gato apercebeu-se que eu estava ali e atacou-me de uma forma estupidamente sinistra. Eu combati o gato com todas as minhas forças. Consegui, finalmente, agarrá-lo e atirá-lo pela janela, vindo este a cair (mais tarde) no contentor do lixo.
Atirei-o de um sexto andar mas ele ainda assim sobreviveu, e voltou, como se nada se tivesse passado, mas…Fedorento!


Pois claro! Atiras o gato do 6º. andar e ele aparece-me aqui em casa todo escanzelado, de pata ao peito, a miar desalmadamente ku maluco do 6º. o tinha atirado pelas "ventanas" (que raio de palavra é esta? É mesmo lingua de gato!)e pedia-me asilo politico! Mas tu achas que a minha casa é o fundo de desemprego e que tenho dinheiro para andar a alimentar todos os gatos fedorentos que não queres na tua casa? Vou apresentar queixa ao administrador do condomínio!!! eheheheh
Abraço! Gostei do texto! agora vou ali ao péde vento, roubar-lhe uma imagem!!! eheheh Jinhos :-)))
menina_marota a 24 de Janeiro de 2005 às 15:37

Dizem que os gatos teem sete vidas-)
lua_sol a 24 de Janeiro de 2005 às 11:58

Olá....fiquei mto contente por teres visitado o meu blog e ter apreciado aquele poema de Safo de Lesbos. Quanto a este teu texto....pura e simplesmente extraordinário. Um beijo e foca bem!
Joana a 24 de Janeiro de 2005 às 09:10

Confesso que nunca prestei muita atenção ao gato fedorento... Mas posso confesar que depois de ler o teu blog isso vai mudar =)) beijos*** fica bem
Lia a 23 de Janeiro de 2005 às 21:01

Gostei!

Já agora: tenho tachos para distribuir no PECISCAS.Para quem estiver interessado e deixar o cartão na portaria!
ajcm a 23 de Janeiro de 2005 às 18:09

o teu blog tá excelente, li os teus posts e estão realmente magníficos.Continua o bom trabalho e a dar-nos bons textos para ler ;) **
kelyluna a 22 de Janeiro de 2005 às 23:59

excelente texto!
speak_easy a 22 de Janeiro de 2005 às 22:59

Vamos a votações, no Portugal SA, há uma sondagem para as eleições! Visita e participa
http://portugalsa.blogs.sapo.pt
portugal sa a 22 de Janeiro de 2005 às 16:09

Boa! Apartir de agora o Alterne activo, vai fazer parte da assembleia! Vai ter um assento parlamentar no Portugal SA! Só nao dou vencimento!
http://portugalsa.blogs.sapo.pt
Portugal SA a 22 de Janeiro de 2005 às 15:36

Um texto muito rico e inventivo. Os meus sinceros parabéns. Gostei das personagens, mas - claro! - não simpatizei com nenhuma delas... Excepto o Narrador, cujo triste fim lamento. Parabéns!
Savonarola a 22 de Janeiro de 2005 às 10:47

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